| Reflexões a cerca das manipulações
da mídia
A tal “imprensa livre”
*Jorge Barbosa de Jesus
No dia 15 de agosto, do ano em curso, em Brasília foi
realizada uma grande manifestação convocada pela
Central Única dos Trabalhadores, com a participação
da União Nacional dos Estudantes, reunindo de 10 a 20
mil pessoas (as estimativas sempre variam), onde caravanas de
quase todos os Estados fizeram-se presentes.
O objetivo do ato foi a defesa de uma agenda positiva aos interesses
dos trabalhadores, tendo como pauta de mobilização:
a manutenção do veto presidencial à Emenda
3; direito irrestrito de greve e contra o interdito proibitório;
garantia de negociação coletiva no serviço
público e direito total à organização
dos trabalhadores; previdência pública universal
com ampliação dos direitos; redução
da jornada de trabalho, aumento real de salário; reforma
agrária e incentivos à agricultura familiar; redução
dos juros e do superávit primário; fim do fator
previdenciário; valorização da educação
pública; recuperação das perdas das aposentadorias;
ratificação da convenção 158 da OIT
– Organização Internacional do Trabalho, que veda
a dispensa arbitrária por parte do empregador, entre outras.
Porém, como não interessa ao empresariado da divulgação
de tais bandeiras de lutas, muito pelo contrário, a grande
imprensa em consonância com os interesses do capital preferiu
não noticiar, quando muito citava o ocorrido de maneira ínfima,
demonstrando um total desprezo, como fez a Folha de São
Paulo dedicando uma foto e duas linhas na sexta página
da edição do dia 16, a Globo em poucos segundos
disse apenas que a manifestação reunião
apenas 6 mil pessoas. Contudo, ainda assim foram exceções,
a maior parte dos veículos de imprensa, incluindo o jornal
A Tarde preferiu desconhecer o fato.
Cabe a reflexão, o aguçamento do espírito
crítico. E se fosse uma atividade em oposição
aberta ao governo Lula? A turma elitista e ridícula do
“Cansei” reuniu apenas 2 mil pessoas na praça da Sé em
São Paulo, mas a repercussão dada pela imprensa
foi monstruosa.
Precisamos questionar os valores e até onde vai a cobertura
da verdade factual e política dada pela imprensa burguesa. É através
de tais investigações que damos razão a
Hugo Chaves, quando de maneira corajosa não renovou a
concessão da RCTV na Venezuela.
A verdade dói, penetra como um punhal afiado nas nossas
consciências a colocar nossos valores à aprova.
Jorge Barbosa de Jesus – Presidente do Sindicato dos Bancários
de Itabuna e funcionário da Caixa Econômica Federal
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